“NÃO ASSINO O ANPP”, DIZ ADVOGADO PRESO DE 08/01

Ana Maria Cemin – Jornalista

24/01/2024 – (54) 99133 7567

O advogado com sua esposa Verônica, também é advogada, em momento de lazer com sua motocicleta. O hábito de viajar soi deixado de lado com a prisão domiciliar.

Dr. Caliare com a turma da OAB no Colégio de Presidentes e Delegados na cidade de Diamantino, MT, há cinco anos.

“Haja vista o que vem acontecendo e a OAB se queda inerte, no que tange ao acesso aos autos, bem com a defesa em plenário dos assistidos, prejudicando o direito de ampla defesa dos acusados, o que é uma afronta ao exercício da advocacia. O advogado é obrigado a pagar a anuidade, mas a entidade foi incapaz de comparecer, através da Comissão dos Direitos Humanos, pelo menos uma vez na minha prisão e dos meus dez colegas de profissão, para observar as condições a que estávamos submetidos. Quando cheguei em casa, depois de preso, na mesa do meu escritório estava o boleto da OAB para pagar. Paguei. Eu faço a minha parte, mas a nossa entidade não”.

“Sendo assim, se eu tivesse cometido os crimes que eu seu que não cometi, eu deveria ter assinado e vindo embora para casa. Caberia, então, ao Estado Brasileiro provar que eu cometi esses crimes. Mas pela ordem escrachada do ministro Alexandre de Morares eu fui preso por 52 dias atrás de grades, vivendo as agruras de uma prisão, que eu não desejo para ninguém. E ainda estou com as cautelares e a tornozeleira eletrônica até hoje”.

Usando a tornozeleira desde que voltou de Brasília. Na foto com a irmã Clarice Caliare.

“E o pior é que o STF só pode julgar ministros, deputados, senadores, vice-presidente e presidente da República, ou seja, somente as pessoas com foro privilegiado. Eu sou um cidadão comum e deveria ser julgado pela justiça comum e não pelo STF que é a última instância. E quem está nos julgando e nos condenando é a mesma pessoa que instaurou os inquéritos. Está tudo errado.”
Enquanto usar a tornozeleira, Caliare manterá a barba. Uma promessa que fez.

“Tanto que tivemos a morte de Cleriston Pereira da Cunha no dia 20 de novembro de 2023, no banho de sol, no pátio do Presídio Papuda. Ele tinha problemas cardíacos, como eu também tenho, e ficou 11 meses preso. Também tivemos o caso do Claudinei Pego da Silva que tentou suicídio. E o pior de tudo é saber que o Clezão tinha parecer de soltura da Procuradoria Geral da República dois meses antes de sua morte e o STF o manteve em cativeiro”.

Dr. Caliare foi entrevistado num programa de TV do Mato Grosso e compartilhamos aqui o link para você assistir a entrevista.

Além de entrevista o Dr. Caliare, também assisti e resumi uma entrevista que ele concedeu para a TV Cidade de Juína no dia 23 de janeiro de 2024. O link:  https://www.youtube.com/watch?v=fBG4G7DV1j8

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