Ana Maria Cemin – 3/05/2026
O preso político Marcelo Eberle Motta, de 46 anos, casado e pai de uma menina de 9 anos, enfrenta um quadro de saúde cada vez mais crítico dentro da Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora, MG. Detido desde 27 de fevereiro de 2025, ele cumpre pena de 17 anos de reclusão por participar da manifestação de 8 de janeiro, em Brasília.
Segundo Cristina, mãe de Marcelo, o filho já emagreceu 45 quilos desde que foi encarcerado e tem sofrido fortes crises convulsivas, especialmente durante a noite. Nos autos, os advogados afirmam que o quadro representa risco real de morte, argumento levado ao Supremo Tribunal Federal em pedido de prisão domiciliar humanitária.
A família anexou ao processo laudos de três médicos, todos apontando gravidade clínica e necessidade de atendimento especializado imediato.
LAUDOS MÉDICOS CONFIRMAM O QUADRO GRAVE
Os documentos médicos reforçam a deterioração da saúde de Marcelo Eberle Motta.
- O médico Milton Francisco Curzio atestou que Marcelo apresenta crises convulsivas de difícil controle, que se intensificaram ao longo do período em que permanece encarcerado.
- O psiquiatra Roberto Dimas Costa acrescenta que o apenado é portador de psicose epiléptica, condição que agrava os riscos das convulsões e exige acompanhamento contínuo.
- Já o médico Fabiano Bolpato Loures descreve um quadro igualmente preocupante: Marcelo é portador de pseudoartrose femoral consolidada com encurtamento acentuado, além de estenose de canal lombar, com instabilidade nas regiões L2-L3 e L5-S1, somadas às crises epilépticas recorrentes. O especialista afirma que o tratamento adequado requer fisioterapia específica e, caso a dor não seja controlada, intervenção cirúrgica.
No laudo, o Dr. Loures é categórico ao afirmar que não é possível realizar o tratamento necessário dentro da unidade prisional, o que coloca Marcelo em risco contínuo.
A situação de saúde do preso do 8 de janeiro Marcelo Eberle Motta, de 46 anos, se agravou de forma alarmante na Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora (MG). Detido desde fevereiro de 2025 e condenado a 17 anos, ele já perdeu 45 quilos e enfrenta crises convulsivas recorrentes, além de outras condições clínicas graves atestadas por três médicos diferentes.
Os laudos apontam psicose epiléptica, pseudoartrose femoral, estenose de canal lombar e necessidade de tratamento especializado que, segundo os profissionais, não pode ser realizado dentro da unidade prisional. A defesa afirma que Marcelo corre risco iminente de morte.
Diante das denúncias, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o preso seja avaliado por uma junta médica oficial em até 24 horas, medida que poderá definir a possibilidade de prisão domiciliar humanitária.
A família vive em constante apreensão enquanto aguarda o laudo oficial.



DECISÃO DE ALEXANDRE DE MORAES
Embora não tenha concedido a prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes reconheceu a gravidade das alegações e determinou uma medida urgente: a penitenciária deve, em 24 horas, submeter Marcelo a uma avaliação por junta médica oficial, com relatório detalhado sobre:
- seu quadro clínico atual
- as condições para continuidade do cumprimento da pena
- a eventual necessidade de transferência para prisão domiciliar
A decisão também reforça que o estabelecimento prisional deve encaminhar informações completas sobre o estado de saúde do detento, já que relatórios anteriores não atenderam às exigências do STF.

RISCO CRESCENTE E PREOCUPAÇÃO DA FAMÍLIA
A defesa relata que as crises convulsivas de Marcelo se tornaram mais frequentes e intensas, especialmente no período noturno, quando há menor vigilância. Segundo os advogados, os episódios colocam o preso em “risco iminente de óbito”.
A mãe afirma viver em constante apreensão e teme que a falta de atendimento especializado resulte em uma tragédia evitável.
Com a determinação de Moraes no final de abril, a situação de Marcelo depende agora do laudo oficial da junta médica, documento que será decisivo para definir a concessão da prisão domiciliar ao manifestante do 8 de janeiro.

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