Ana Maria Cemin – 5/02/2026
O manifestante do 8.01 Felipe Rosa Marques, 32 anos, morador de Taubaté, SP, teve sua prisão comunicada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 5 de fevereiro. Ele é réu na Ação Penal 2161, que tramita no Supremo Tribunal Federal, e ainda não foi julgado.
Marques havia sido denunciado inicialmente por dois crimes, mas, em março do ano passado, o Ministério Público Federal apresentou um aditamento ampliando as acusações para cinco tipos penais, todos recebidos pelo Plenário do STF. Com a nova configuração, a pena prevista em caso de condenação pode chegar a 14 anos de prisão.
A ampliação das acusações ocorreu no contexto das investigações sobre os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. O STF entendeu que havia indícios suficientes para incluir novos delitos, como organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de crimes ambientais relacionados à depredação do patrimônio público.
Apesar de ter sido regularmente citado no processo, Felipe Rosa Marques não apresentou defesa prévia, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a dar seguimento à ação penal e marcar a fase de instrução.
A prisão de Marques ocorre enquanto o processo ainda está em andamento e antes de qualquer julgamento de mérito pelo STF. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, as circunstâncias da captura, mas confirmou que o mandado foi cumprido e comunicado ao Supremo.
LINHA DO TEMPO DO CASO
8 de janeiro de 2023 – Manifestação contra o Governo Lula em Brasília com depredação das sedes dos Três Poderes.
19 de junho de 2023 – STF recebe a denúncia inicial contra Felipe Rosa Marques por dois crimes.
Março de 2025 – MPF apresenta aditamento ampliando as acusações para cinco crimes; Plenário do STF recebe integralmente.
25 de agosto de 2025 – STF marca audiência de instrução para 3 de setembro de 2025.
5 de fevereiro de 2026 – Polícia Federal comunica a prisão de Felipe Rosa Marques.
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